Uniforme colegial japonês

Curiosidade: Uniforme escolar japonês conheça um pouco mais

Curiosidade: Uniforme escolar japonês conheça um pouco sobre o assunto

Apenas uma forma de identificar os alunos de uma determinada escola, seja no Brasil ou em outros países. No Japão, o uniforme escolar ou seifuku, é muito mais que uma roupa, e ao longo do tempo se tornou um ícone da cultura pop e do imaginário coletivo.

Os uniformes escolares fazem parte da vida afetiva dos japoneses. A partir do ginásio (chugako), os estudantes são obrigados a aderir ao uniforme. Até essa fase da vida, seu uso não é uma regra seguida em 100% das escolas. Mas é sobretudo no colegial (kouko) que o uniforme se transforma em um objeto de desejo e status. As peças despertam a cobiça daqueles que não conseguiram entrar nas melhores escolas. O vestibular é bastante concorrido. Em um país que valoriza a educação como forma de ascensão social, quem é visto com o uniforme das escolas mais disputadas é admirado. Afinal, eles terão mais chances de ingressar nas melhores universidades, o que praticamente garante um emprego em uma multinacional japonesa.

A partir daí, outros tipos de uniforme vão acompanhar a vida dos japoneses praticamente até a sua aposentadoria. Seja no escritório, em uma loja ou na fábrica, o uniforme é peça obrigatória.


HISTÓRIA

Os uniformes escolares (seifuku) começaram a ser usados no Japão há mais de 100 anos atrás, na Era Meiji . De acordo com o Museu Tombow do Uniforme , o primeiro modelo a ser usado era bastante formal, composto pela parte de cima de um quimono e um hakama , que foram selecionados pelo Ministério da Educação para "elevar" o perfil dos estudantes.
Mais tarde, porém, quando o Japão começou a adotar costumes e objetos ocidentais, o uniforme antigo foi substituído por um conjunto de calça e camisa de gola alta, conhecidos comogakuran. O gakuran foi modelado especificamente com base nos uniformes militares do Japão daquela época, que por sua vez eram baseados nos modelos usados pelo exército da Prússia, graças a força que essa potência militar representava. A camisa tinha colarinho alto e botões que iam até o pescoço, mais ou menos como as roupas usadas aqui no Brasil pelas bandas marciais e fanfarras. Calças escuras, cinto, sapatos escuros e às vezes um boné, completavam o visual.

Em 1920, uma escola para mulheres em Fukuoka começou a usar um uniforme diferente, modelado a semelhança do uniforme usado então pela marinha britânica. Nascia o hoje tão conhecido "sailor fuku" (seera fuku), na pronúncia do japoneses. A saia de pregas, gola triangular e o laço no pescoço surgiram nessa época, e se tornaram desde então, as marcas registradas desse tipo de roupa. Segundo as informações da época, a diretora da escola havia estudado na Inglaterra, e por isso resolveu adotar o modelo. A popularidade da marinha britânica, na época uma grande potência naval, também contribuiu para a aceitação do novo uniforme.
O PAPEL DO UNIFORME NA SOCIEDADE JAPONESA
Há um ditado popular no Japão que diz "Deru kugi wa utareru", ou "O prego protuberante será martelado" em uma tradução livre. Esse ditado reflete muito bem o pensamento japonês quanto à uniformidade de grupos e conformidade com as regras sociais.
Para os estudantes, o uniforme serve para criar e manter um vínculo forte com a escola onde estudam, além de reforçar sua identidade dentro da sociedade japonesa como estudantes. Já dentro da escola, o uniforme serve, como aqui no Brasil, para remover as mensagens de status social e econômico que todos nós carregamos de forma inconsciente em nosso modo de vestir.
Curiosamente os estudantes japoneses encontram meios de expressar seus hábitos e atitudes através de modificações nos uniformes, que podem ser mais ou menos sutis, dependendo de até onde as regras em vigor na escola os permitem chegar. Essas expressões aparecem nos garotos usando a camisa desabotoada, ou nas garotas com cintos e acessórios coloridos, ou ainda encurtando (às vezes até demais) a saia.
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