Começo de Japão, moradia e mercado.

Oi, como eu havia dito... continuacao.
Hoje e meu yasumi (folga), e estou sobre reflexao constante sobre minha vida...
Continuando...
Apos acordarmos , estavamos totalmente perdidos, em meio a plantações de verduras e legumes, via se logo obatchans e oditchans, acordando muito cedo para cuidar da lavoura.


Ficamos dentro da kitnet, esperando sinal da empreiteira. Dentro da kitnet havia um quarto muito pequeno, 2 banheiros (aqui os banheiros sao separados, um de tomar banho e outro de fazer necessidades), tinha cozinha que nao era bem uma cozinha e sim um corredor, onde a mini pia, ficava embutida na parede, junto ao um pequeno fogao de uma boca, o lugar onde se coloca o escorredor de louças, nao tinha, era algo que ficava suspenso, em cima da pia, onde so cabia, um ou dois pratos pequenos e max. de 2 copos. Bem estranhei um pouco, pois nunca tinha nada parecido... enfim um lugarzinho para colocar umas poucas panelas, que nao tinhamos, e um frigobar pequeno (esta era nossa geladeira de 40cm x 50cm), que estava embutido embaixo, do fogão, nao cabia muita coisa.
O rapaz da empreiteira deu uma passadinha na Kitnet, e conversou conosco... disse que meu emprego seria so dali 2 semanas, teria de passar por uma entrevista, preencher uns papeis na empreiteira e pegar o uniforme. Pediu nos para ter paciencia e que para meu pai, não tinha nada no momento.
Explicou nos tambem, que tinha uma conveniencia perto dali, cerca de 15 minutos a pe. E que uma vez por semana no domingo, passava um microbus, para ir no mercado, que era cerca de 25 minutos dali, ou quase uma hora a pe...  A duração dentro do mercado era de 20 minutos, se as pessoas nao chegarem no horario, era deixado para tras. Bem o rapaz foi embora e disse que ia nos avisar, ficava apreensiva, nao tinhamos qualquer comunicação, em meio ao mato.
Os dias foram se passando, muita angustia... e uma ponta de arrependimento, nunca iamos pensar que iamos passar por isso, tinhamos uma imagem diferente do Japão- pais moderno e tecnologico, e me via ali, acuada em meio ao matagal, recursos limitados... e muita insegurança.
Chegara domingo, disse Graças a Deus, saimos e ficamos do lado de fora, esperando o tal microbus, agora ja via carinhas novas, e futuros vizinhos, tao perdidos quanto nos..  esperamos cerca de 1hora, e nada! Logo uma vizinha apareceu e falou~ ah o microbus, ja passou.
Todo mundo, cerca de 8 a 10pessoas.- nao acredito e tal... agora so resta esperar ate semana que vem, ninguem sabia onde era o bendito mercado.
Passamos mais uma semana comendo bento, ficamos preocupados, porque o dinheiro que haviamos levado estava ficando escasso.
Chegando outro domingo, acordamos 5hs da manha, pensamos hoje não podemos perder o microbus.
Finalmente chegamos ao mercado!
Nossa correria geral, aquele monte de estrangeiro entrando no mercado desesperado, para comprar o basico como, arroz , oleo, legumes e o que encontrasse de util.
Compramos o basico, mas em meio a correria e perdidos entre prateleiras, com produtos das quais não sabiamos ler uma palavra sequer, seguiamos a intuição, tipo> Eu acho que isso eh oleo, ou eu acho que isso eh sabonete.. etc.
Chegando no microbus, o rapaz da empreiteira gritou > falta alguem ai...
Todos perdidos em meio ao lugar apertado e ninguem se dava conta de quem estava no bus... Depois o rapaz falou: Aviso, da proxima vez ir um morador de cada apato (kitnet ou apto), podendo trazer somente 2 sacolas!
Chegamos na kitnet, guardar as coisas, e tipo nao tinha onde guardar... Meu pai ainda lembrou de comprar uma frigideira, que estava no mercado e disse me que nao encontrou outras coisas, como prato e talheres. (este ultimo trouxemos do Brasil).
A semana foi passando e finalmente estavamos cozinhando meio no aperto. Como não tinhamos pratos, ficamos ultilizando a embalagem de bento da semana anterior, lavando e reutilizando como prato.
E pensar que meu primo disse nos, qdo estavamos no Br, nao precisa levar nada, que la tem tudo! Se eu nao tivesse trazido os talheres, ou mesmo se tivesse trazido um prato, nao ia passar um perrengue desse)
Reflexao: Quando vamos a outro pais, nao se tem noção do que vai encontrar, na real.



Ate a proxima.
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